Hora de colher tulipas: Luzia Simons

Luzia Simons (Ceará, 1953) é uma artista, radicada em Berlim. Tive o prazer de conhecer o trabalho dela através do livro,  que leva seu nome: Luzia Simons.
“Na sua condição nômade, na sua peregrinação da Ásia para a Europa, a flor se transforma de certo modo também no alter ego da artista, que se deslocou do Brasil através da França para a Alemanha; onde estão suas (próprias) raízes, onde foram cortadas ou, talvez, onde já terão sido criadas novas raízes?” – trecho da introdução do livro por Matthias Harder
São imagens de Tulipas, essas flores maravilhosas e tão adoradas em um país tropical que representam o feminino, a fertilidade de uma flor. Suas fotos, que na verdade  não são fotos propriamente em si. Luzia Simons não usa uma máquina, mas uma técnica que é um escâner especial, que lhe permite obter essa imagem com uma incomparável profundidade de espaço. E ainda tem o efeito criado pelo pólen que cai na placa de vidro do escâner. Ela explora a proximidade a a distância, diferente da fotografia bidimensional. O processo é feito no escuro e pode durar até uma hora, ao contrário da fotografia analógica que a luz refletida penetra na câmera, no escaneamento, o objeto é detectado através da luz e convertido em um algoritmo de dados que e enviado a um computador.

Algumas imagens da série inacabada Stockage que pode ser vista no livro.

Luzia Simons

Luzia SimonsLuzia Simons

Luzia SimonsLuzia Simons

Aqui no Brasil, o trabalho da Luiza Simons pode ser encontrado na galeria Nara Roelser.

Por: Maíra

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