Quem foi André Courrèges?

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André Courrèges nasceu na cidade de Pau, França, em 9 de março de 1923. Sempre teve muito interesse em arquitetura e design, o que o levou a cursar engenharia civil na l`Ecole des Ponts et Chaussées (Escola de Pontes e Barragens).

Em 1945, se transferiu para Paris e começou a trabalhar numa pequena casa de moda. No entanto, seu caminho no mundo da moda iria começar de verdade em 1949 ao conhecer o grande mestre da costura, o espanhol Cristóbal Balenciaga, com quem iria trabalhar por 11 anos. Foi nesse período que Courrèges realmente aprendeu a arte do design de moda, o que o preparou para abrir sua própria maison em 1961.
Sempre ligado à arquitetura, talvez influenciado também por seu mestre Balenciaga – considerado o arquiteto da costura -, trabalhou suas coleções a partir de linhas retas, formas geométricas e um apurado equilíbrio técnico e artístico.

Em busca de inovação, o estilista criou polêmica ao apresentar sua coleção de inverno em 1963, com o lançamento das pantalonas, calças que podiam ser usadas em todas as ocasiões pelas mulheres.
No entanto, foi em 1965 que ele provocou a conhecida “revolução Courrèges” com uma coleção branca futurista, apresentada na primavera de 64 como “space age”. O espírito jovem da época ficou imortalizado nas suas “moon girls”, vestidas de branco e prata, cores fluorescentes e materiais sintéticos.
Eram as idéias de tecnologia, viagens espaciais e futuro a inspiração para o look branco total, inclusive nas famosas botas sem saltos, de cano curto ou longo, usadas com as minissaias [é preciso esclarecer que foi Courrèges quem primeiro diminuiu o comprimento das saias a ponto de se tornarem minis, e não a inglesa Mary Quant, que na verdade foi quem as difundiu e popularizou] e mini-vestidos tubinho, tudo isso usado com óculos grandes.

Um visionário da moda, Courrèges imaginava a mulher do ano 2000 usando materiais plásticos, andrógina e espacial. Não foi bem assim, mas seu grande acerto estava na idéia de conforto, como as calças e shorts para mulheres e os conjuntos completos em malha. Ele queria fazer roupas práticas, simples, valorizando as texturas e usando a malha como uma segunda pele, concretizadas nos macacões e collants. Sua constante busca pela luminosidade o fez usar quase sempre cores claras e tons pastéis.
Seguiu-se em suas coleções a criação de vestidos brancos com detalhes em bege, terninhos em branco e prata, vestidos e casacos em formato trapézio com detalhes em cores contrastantes e macacões espaciais.

Courrèges era contra a política de licenças, comum na maioria das maisons da época, e resolveu fabricar e distribuir ele mesmo suas criações, facilmente adaptáveis à fabricação em série devido à pureza e minimalismo de seu estilo. Nesse sentido, criou, em 1967, a linha “Couture Future”, fabricada em série, mas dentro dos padrões de qualidade e de estética da alta-costura.
A partir dos anos 70, ele começou a diversificar suas atividades e criou roupas para homens, perfumes [lançou o primeiro em 1971, chamado Empreinte, além de acessórios, móveis, telefones, pranchas de surf e bicicletas.
Nessa época, sua marca já estava em vários países, em butiques exclusivas e pontos de venda licenciados.

Veio ao Brasil, pela primeira vez, em 1972, convidado para apresentar um desfile em benefício de uma instituição de caridade. Trouxe 365 peças das linhas Protótipo (alta-costura), Costura Futura (para butique) e Hipérbole (difusão). Sua busca pela luz se deu também por aqui, como ele mesmo disse: “não venho ao Brasil somente para mostrar minhas coleções. Venho ainda encontrar o sol, o mar e a cor que tentei achar nas viagens matinais sobre um mapa-múndi.”
Em 1982, Courrèges voltou ao Brasil para inaugurar uma loja exclusiva de sua marca, mas pouco tempo depois a empresa à qual havia se unido foi processada e não pôde continuar com a licença de venda de seus produtos.
Em 1983, cerca de 75% da grife Courrèges já estava sob controle japonês, que parou de investir no departamento de alta-costura. Isso resultou, em 1986, na perda do seu título de Grande Costureiro, conferido a poucas maisons que precisam cumprir uma série de exigências para serem consideradas de alta-costura.
O estilista esteve ainda mais uma vez no Brasil, em 1989, para lançar o projeto de um edifício com seu nome, o “La Tour Lumiére Courrèges”, trabalho realizado para uma empresa de engenharia de São Paulo. No projeto, o estilista utilizou materiais com aspecto futurístico, como aço inoxidável na fachada, vidro azul e estruturas espaciais de alumínio.
Em sua estada no país, aproveitou para apresentar sua linha de roupas masculinas, que seria comercializada no ano seguinte.

Em 1993, o estilista francês Jean-Charles Castelbajac criou sua primeira coleção para a Courrèges, tendo o plástico como principal referência. Todas as criações remetiam aos anos 60, como roupas de tecido costurado em listras com plástico transparente, minissaias, capas de plástico com flores em relevo, zíperes e muita modernidade.
No ano seguinte, trouxe uma coleção de linhas geométricas em cores fortes.
Courrèges foi inovador, polêmico e fiel à sua idéia de modernidade. O grande nome dos anos 60 se transformou hoje em mito, sinônimo de genialidade.

Fonte : CLAUDIA GARCIA –Folha Online

Por: Maíra

Andre Courreges

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