Arquivo do mês: julho 2012

O livro na era digital

It's a book

Poderia começar com uma grande discussão sobre tecnologia e livros, mas em resumo acredito que quem gosta de livro, ensina e divide a sua paixão ao próximo como é o caso da autora Lane Smith que ensina no seu livro It’s a book as vantagens de um device analógico.

E quem discorda?

It's a Book

Por: Maíra

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Por amor a LANVIN: 10 anos de Alber Elbaz

LANVIN, é uma das mais antigas casas de alta costura de Paris. Em 2002, Alber Elbaz, estreou sua primeira coleção para a maison. O livro documenta a viagem criativa desde os  primeiros esboços nas páginas em branco de seu sketchbook para o desfile final. Pela primeira vez, Alber convida o espectador para o seu mundo. As imagens do livro retratam não apenas o processo criativo, mas também o lado humano de criar uma coleção. ” Cada coleção é sempre diferente, mas o processo de criação é sempre o mesmo”, diz Alber.

A monografia é o resultado de uma estreita colaboração entre Pascal Dangin (editor) que transmite a visão de Alber sem palavras, através das imagens poéticas e sensíveis feitas por But Sou Lai (fotografo) compartilhando um momento íntimo com o leitor.

O livro é encadernado a mão com tecido branco de gorgurão de seda, o carimbo de LANVIN e gravado na capa e na lombada do livro, as folhas douradas e gravado a mão o nome do estilista, o livro é embalado em uma caixa de papelão artesanal.

Dá até vontade de vestir um Lanvin de seda.
Por: Maíra

LanvinLanvinLanvin

Lanvin

© 2012 Lanvin, photography by But Sou Lai

Lanvin

© 2012 Lanvin, photography by But Sou Lai

Lanvin

© 2012 Lanvin, photography by But Sou Lai

Lanvin
© 2012 Lanvin, photography by But Sou Lai

Lanvin
© 2012 Lanvin, photography by But Sou Lai

A História de Chatwin

Bruce Chatwin tinha um caderno favorito, e foi ele quem  o chamou de “moleskine”. Em meados dos anos 1980, estes cadernos se tornaram cada vez mais escassos, e depois desapareceram completamente. Em seu livro The Songlines, Chatwin conta a história do caderninho preto: em 1986, o fabricante, uma empresa familiar pequena, na cidade francesa de Tours, fechou  o negócio. “Le vrai moleskine n’est plus”, foram as palavras que ele colocou na boca do dono como uma lápide de um túmulo na loja de artigos de papelaria na Rue de l’Ancienne Comédie, onde ele costumava comprar seus cadernos. Chatwin comprou todos os cadernos que ele pode encontrar antes de partir para a Austrália, mas ainda assim não foram suficiente.

Por: Maíra

Maurizio Galante e “a edição limitada”

Quem é Maurizio Galante?  É o mais jovem estilista das maisons de alta-costura. Além de artista multidisciplinar, designer, alfaiate, arquiteto, designer de interiores, paisagista, curador. Sua marca leva seu nome, de origem italiana produz peças criativas e elaboradas, que lembram dobraduras, com plissados e aplicações, suas criações podem demorar até 300 horas para serem produzidos.

No seu desfile de 2004 na Fundação Cartier de Arte Contemporânea em Paris, o público foi surpreendido com uma apresentação com bonecos miniaturas, vestidos com pequenos boleros, todos saídos dos cadernos preparatórios costurados à mão por Maurizio Galante.  No mesmo período ele lançou sua monografia.

Havia o projeto para fazer uma edição limitada, mas Galante e seu editor não queriam simplesmente mais uma edição limitada de luxo e numerada, queriam uma edição excepcional, que o conteúdo e formato fosse diferente e não convencional, então eles criaram um livro que é uma obra de arte em si.

O “livro” é costurados inteiramente à mão, impressos em  apenas 111 exemplares, feitos sob-demanda. A edição abriga e protege o Bolero Drago , uma das peças icônicas por Maurizio Galante, realizado em miniatura 1/5 em sua oficina de alta costura. A base do livro é a cor vermelha, textos em serigrafia, fotos impressas em papel fotográfico e desenhos inéditos costurados a mão em cada página, com amostras de tecidos e material usados em algumas de suas criações, como um grande sketchbook.

Ainda não era o suficiente para o design e o livro (ou seria um objeto de arte?) precisava de algo a mais: cada edição contém cinco cópias fotográficas feitas por Sarah Moon, com o tema vermelho e uma foto do bolero Drago. Além de sete fotos que ilustram a jornada do estilista nestes 25 anos de carreira.

São apenas 99 cópias a venda, todas assinadas e numeradas por Maurizio Galante. Um livro ou um objeto de arte? – clique aqui para ver o livro.

Por: Maíra

Maurizio GalenteMaurizio GalenteMaurizio GalenteMaurizio GalenteMaurizio GalenteMaurizio GalenteMaurizio GalenteMaurizio GalenteMaurizio GalenteMaurizio Galente

Referência: Escada Pantone

Pantone é uma escala de cor usada para comunicar  cor (vou falar mais detalhadamente em outro post). Mas hoje queria mostrar a nossa escada Pantone. Cada degrau representa um tipo de código Pantone, já que temos o gráfico, o têxtil e o plástico, nas versões com brilho, sem brilho e metalizado.

Veja os produtos Pantone.

Escada Pantone

Escada Pantone – Loja Freebook, São Paulo – Brasil

Escada Pantone

Escada Pantone – Loja Adriana Barra, São Paulo – Brasil

Escada Pantone

Escada Pantone – Tamotsu Yagi Design, Venice – California

Gostaram?

Por: Maíra

Qual é a sua escolha um caderno ou um Moleskine® ?

Moleskine

Aqui no Brasil, é muito comum o uso de figuras de linguagem, como a metonímia: que troca a marca pelo produto. Usamos a marca havaianas para falar chinelo de dedo, Danone para dizer iogurte, Gillette para lamina de barbear e a mais nova do clube, Moleskine para caderno. Mas, não se engane aquele que pensa que qualquer caderno pode ser uma Moleskine.

Moleskine ® é uma marca que engloba uma família de objetos nômades: cadernos, agendas, diários, malas, instrumentos de escrita e acessórios de leitura, dedicada a nossa identidade móvel. Ferramentas flexíveis e brilhantemente simples para uso tanto em circunstâncias cotidianas e  ou extraordinárias, tornando-se parte integrante de nossa personalidade.

Em 1997, um pequeno editor de Milão trouxe Moleskine de volta à vida, renovando essa tradição extraordinária. Agora os produtos Moleskine acompanham os viajantes criativos e explora o nosso tempo. Mesmo na era da mensagens de texto, laptops e fotografia digital, os cadernos de papel nunca foram tão popular.

Favorecido por artistas e pensadores europeus durante os últimos dois séculos, de Van Gogh, Picasso passando por Ernest Hemingway e Chatwin Bruce, Moleskine é o lendário caderno de bolso que estes artistas costumavam anotar seus desenhos, histórias e idéias, esboços que um dia ser tornariam uma imagem famosa ou uma página de um livro amado.

Hoje, a marca Moleskine é sinônimo de um conjunto de ferramentas criativas que ajudam a definir quem somos, identificando-nos onde quer que estejamos no mundo. E mesmo sendo objetos analógicos,  estão intimamente ligadas ao mundo digital.

Pessoalmente, acredito que a  Moleskine foi a marca que impulsionou inconscientemente esse retorno analógico ao papel, e com o sucesso da Moleskine outras marcas começaram a copia-la no mundo todo. Me rendi ao gosto de escrever, desenhar, fazer colagens nas páginas de canto arredondado de cor marfim.  E vocês,  o que acham dessa troca da marca pelo o produto?

Por: Maíra

MoleskineMoleskineMoleskineMoleskineMoleskine

Hora de colher tulipas: Luzia Simons

Luzia Simons (Ceará, 1953) é uma artista, radicada em Berlim. Tive o prazer de conhecer o trabalho dela através do livro,  que leva seu nome: Luzia Simons.
“Na sua condição nômade, na sua peregrinação da Ásia para a Europa, a flor se transforma de certo modo também no alter ego da artista, que se deslocou do Brasil através da França para a Alemanha; onde estão suas (próprias) raízes, onde foram cortadas ou, talvez, onde já terão sido criadas novas raízes?” – trecho da introdução do livro por Matthias Harder
São imagens de Tulipas, essas flores maravilhosas e tão adoradas em um país tropical que representam o feminino, a fertilidade de uma flor. Suas fotos, que na verdade  não são fotos propriamente em si. Luzia Simons não usa uma máquina, mas uma técnica que é um escâner especial, que lhe permite obter essa imagem com uma incomparável profundidade de espaço. E ainda tem o efeito criado pelo pólen que cai na placa de vidro do escâner. Ela explora a proximidade a a distância, diferente da fotografia bidimensional. O processo é feito no escuro e pode durar até uma hora, ao contrário da fotografia analógica que a luz refletida penetra na câmera, no escaneamento, o objeto é detectado através da luz e convertido em um algoritmo de dados que e enviado a um computador.

Algumas imagens da série inacabada Stockage que pode ser vista no livro.

Luzia Simons

Luzia SimonsLuzia Simons

Luzia SimonsLuzia Simons

Aqui no Brasil, o trabalho da Luiza Simons pode ser encontrado na galeria Nara Roelser.

Por: Maíra