Arquivo do mês: julho 2011

Museu Balenciaga

Cristóbal Balenciaga nasceu  em 1895 na Getária (País Basco). Em 1919 abriu a sua primeira casa de costura em San Sebastian (Espanha). Por motivo da Guerra Civil Espanhola mudou-se para Paris e estabeleceu ali a sua casa em 1937.

Tornou-se um dos mais representativos designers de moda do século XX, sendo o responsável por peças de vestuário que se tornaram a base do guarda-roupa feminino contemporâneo.

Foi somente a partir do período pós-guerra que Balenciaga se tornou um estilista original e reconhecido. Em 1951, ele transformou totalmente a silhueta, alargou os ombros e removeu a cintura de suas criações. Em 1955, desenhou o vestidode túnica, que, mais tarde, virou o vestido chemise de 1957. Em 1959, seu trabalho tornou-se um império, com vestidos de cintura alta e casacos cortados como quimonos. Tais criações são consideradas obras-primas da alta-costura das  décadas de 50 e 60.

O seu estilo de linhas depuradas, novas formas e focado nos materiais, tal como a precisão do corte e o virtuosismo das técnicas de costura fizeram dele um dos mais respeitados e influentes costureiros. Em 1968, Balenciaga fechou sua casa de moda ao perceber o advento do Prêt-à-porter, iniciado pelos franceses. Faleceu pouco tempo depois, aos setenta e sete anos de idade.

Recentemente (10/06/22), na própria Getária, foi aberto o Museu Cristóbal Balenciaga, foi escolhida uma casa de veraneio, construída no século 19, que pertenceu a nobres para os quais a mãe de Balenciaga trabalhou como costureira. Além desta, o projeto conta ainda com um moderno prédio em anexo – segundo a imprensa espanhola, o museu levou dez anos para ficar pronto e custou 30 milhões de euros.

Cerca de 100 peças do costureiro espanhol – 70 vestidos e 20 de acessórios – completam a exposição permanente do museu, montado a partir das mais de 1.200 peças de sua coleção, que serão exibidas alternadamente por períodos não superiores a um ano, devido às exigências de conservação.

Entre as peças que vão compor a primeira etapa, haverá um casaco e um vestido que Balenciaga confeccionou para Grace Kelly, e o traje de noiva da Rainha Fabiola da Bélgica, proprietária do palácio Berroeta-Aldamar, ligado agora à moderna cobertura envidraçada do museu.

Entre as peças doadas pelos colecionadores, há itens raros, feitos entre 1910 e 1930, antes de Balenciaga se mudar para Paris, e seus looks mais famosos, dos anos 50 e 60. É a mais significativa coleção do estilista, chamado por Christian Dior de ¨o mestre de todos nós¨. Se você gosta de arte e moda e está de viagem marcada para a Espanha, vale a pena fazer uma paradinha e conhecer o novo museu!

Agora se a viagem para a Espanha ainda está longe e você não aguenta esperar para conhecer o museu, aconselho a pegar um atalho e conhecer o museu por meio do Catalogue du musée balenciaga Cristóbal Balenciaga Museoa, livro publicado pela Editions du Regard com cerca de 500 fotos de peças do acervo do museu.

Balenciaga

Balenciaga

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Rock Paper Show

Rock Paper Show

Rock Paper Show

O livro Rock Paper Show: Flatstock Volume One, para mim, é um dos marcos da junção entre música e design.

Desde o começos dos anos 00´s os posters de rock ressurgiram como uma forma de arte, principalmente nos EUA, aonde as bandas indies divulgavam seus shows sempre em poster super produzidos por artistas e estúdios de design.

O livro na verdade conta a história do Flatstock. Podemos definir o FLATSTOCK como uma turnê que exibe os obras dos  artistas de posters mais populares da atualidade por diversas cidades. A idéia é que os melhores posters conseguem capturar a essência da música que eles promovem e o espírito da época em que foram produzidos, exatamente como era em São Francisco nos anos 60´s.

Nascido em 2002 o Flatstock é apresentado pela API – American Poster Institute, as exibições proporcionam ao público a oportunidade de ver belos posters ao vivo e conhecer os artistas que os criaram.

Já o livro faz uma recapitulação das primeiras 20 exibições que passaram por São Francisco, Austin, Chicago, Seattle e até Hamburgo. São 566 fotos coloridas dos posters, além de textos sobre os colecionadores, as bandas, os críticos, e obviamente, os artistas.

index

Index

Agora a melhor parte de tudo isso é que a DAAP acabou de lançar uma edição limitada de 500 cópias. Além do livro, esta edição especial acompanha 20 posters (29,94 x 43,18 cm) em papel de alta gramatura.

Ao lado o index de todos os artistas que acompanham o livro.

Tirei foto de alguns posters para mostar a qualidade das obras que acompanham o livro.

Se você se interessou pelo livro, clique aqui.

Se você se interessou pelos posters, aconselho a dar uma conferida aqui.