Arquivo do mês: junho 2011

The Book of Orange

O melhor de trabalhar com livros é saber que não importa qual seja o assunto que se procura, haverá um livro sobre ele e geralmente um bom livro.

Building the Brand Orange

Recentemente me deparei com essa maravilha, um flipbook sobre os amplificadores Orange. São 200 páginas celebrando os 40 anos da marca.

Começando por um lado você tem The Book of Orange qu conta toda a parte de tecnologia e inovação da Orange até os dias de hoje, com fotos de todos os cabeçotes de 1968 até 2010.

Virando o livro e você se depara com Building the Brand, contado os eventos a partir do final dos anos 60 quando Cliff Cooper fundou o Orange Recording Studios, Orange Shop e Orange Amplification.

Além do material promocional, reportagens e ilustrações o livro conta com fotos incríveis de diversos artistas que usam amplificadores Orange, James Brown, Frank Zappa, Led Zeppelin e os recentes Monte Pittman (guitarrista da Madonna), Oasis, Scissor Sisters, entre outros.

O outro lado

E para melhorar tudo, o livro é simplesmente lindo, capa em material especial no mesmo tom laranja tradicional da marca, recomendado para guitarristas que curtem Orange, para guitarristas inciantes que querem ter mais informações sobre esse clássico amplificador e para quem gosta de música e tem bom gosto em geral.

O detalhe, esse achado não é muito fácil de se conseguir no Brasil, por isso se alguém se interessar, o melhor é mandar um e-mail pra gente.

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Alexander McQueen – Savage Beauty

Entrada Met

Entrada da exposição Alenxander McQueen - Savage Beauty no MET

Em colaboração com o Metropolitan Museum of Art de Nova York, Yale University Press acaba de publicar Alexander McQueen: Savage Beuty do autor Andrew Bolton. Com contribuições de Tim Blanks, editor da Style.com e Susannah Frankel, editora de moda do jornal The Independet.

O livro acompanha a exposição aberta recentemente no MET. Inicialmente programada para terminar no dia 31 de julho, foi prorrogada para 7 de agosto depois que hordas de turistas, fashionistas e atentos ao mundo das celebridades se aglomeram na porta do museu. Já são mais de 150 mil visitantes.

Dentro da exposição

Dentro da exposição

Alexander McQueen, falecido em fevereiro de 2010, revolucionou o mundo da moda com o seu estilo inspirado nas técnias de modelagem e corte do século XIX. A exposição tenta sintetizar os 19 anos de carreira do estilista, examinando sua técnica inimitável e sua subversão das práticas tradicionais de alfaiataria e confecção.

Savage Beauty

Capa em holograma (foto: Vogue)

Por outro lado o livro, que possuí uma capa em holograma, apresenta um estudo minucioso de seis coleções do McQueen que ilustram capítulos temáticos além de uma entrevista com Sarah Burton, o braço direito de McQueen, que recentemente desenhou o vestido de noiva de Kate Middleton

Aqui temos uma pequena entrevista com o autor e curador da exposição Andrew Bolton (tradução livre).

O que há nos designs do McQueen que os tornam tão atraentes e únicos?

Grande parte do apelo da moda McQueen deriva da sua teatralidade. Ele foi atraído para os períodos em que as silhuetas da moda foram especialmente exageradas, como os  1860, 1880, 1890 e 1950. Mas enquanto ele buscava inspiração nessas épocas, a sua moda sempre aparecia enfaticamente contemporânea,  uma combinação de suas engenhosas técnicas de construção e sua mistura eclética de referências históricas e culturais.

Você tem um desfile / coleção favorito?

Uma dos nossos desfiles favorito é  McQueen Primavera / Verão  1999, coleção intitulada “No. 13”. A coleção foi inspirada no movimento Arts and Crafts, e contou com a atleta e modelo Amie Mullins em um par de proteses de pernas talhadas à mão.A  promoção da beleza do McQueen raramente adere aos ideais clássicos ou platônico. Para ele, a beleza era para ser encontrado na diferença, em anomalias e irregularidades.

McQueen foi chamado o designer mais influente de sua geração, você acha que seu trabalho vai resistir ao teste do tempo?

O impacto do McQueen na moda é incontestável. Você só tem que pensar em seus “bumsters” para avaliar a extensão e grandiosidade de sua influência. Mas seu legado vai além de projetos específicos até sua filosofia geral da moda. Para McQueen, a moda não era apenas sobre a utilidade e praticidade, mas também sobre idéias e conceitos. A este respeito, ele era um artista cujo meio de expressão passou a ser moda. Como muitos artistas, suas formas eram reflexo de sua personalidade e estado de espírito. Eles eram intensamente autobiográfico.

Quais designers mais o influenciaram?

Em termos de alfaiataria, McQueen foi mais influenciado pelos designers cuja perspicácia técnica espelhava a sua, estilistas como Cristóbal Balenciaga e Adrian Gilbert. Em termos de dressmaking”, ele olhava para os designers que compartilham seu senso de teatralidade e do seu amor por silhuetas exageradas, como Charles Frederick Worth, Christian Dior e Charles James. Masa  moda  McQueen é incomparável. Quando você olha para um de seus ternos ou um de seus vestidos, eles carregam as marcas de sua criatividade singular. Moda McQueen, como sua visão, são inimitáveis.

O estilista

O estilista